A Conferência Regional Conquista 2020 – Prosperidade para uma Região Sustentável, realizada nos dias 28 e 29 de abril em Vitória da Conquista, trouxe para o centro das discussões sobre meio ambiente os temas da prosperidade, da sustentabilidade e da economia climática. Em clima de debate e lançamento de propostas foram formados os Grupos de Trabalho (GT’s) na tarde do último dia de conferência.
Nos seis grupos de trabalho – Sustentabilidade, Ecodesenvolvimento e Empreendedorismo; Repensando Política e Economia para a Prosperidade Climática; Tecnologias Limpas e Experiências em Engenharia Sustentável; Educação Ambiental; Desmatamento e Políticas de Reflorestamento; Políticas Climáticas (Alternativas aos Mecanismos de Desenvolvimento Limpo) – os participantes tiveram espaço para propor, opinar e discutir.
Entre as propostas levantadas pelos GT’s estão a criação de centros e oficinas de discussão sobre meio ambiente e sustentabilidade, criação de centros de reaproveitamento de materiais recicláveis, arborização da cidade, entre outros. Em todos os GT’s uma ideia comum: a educação é fundamental na conscientização das pessoas para uma mudança no modo de convivência. Por isso, uma das propostas mais articuladas foi a de realizar a capacitação de professores de ensino fundamental e médio, para que possam disseminar entre crianças e jovens o cuidado com o meio ambiente.

“O que foi iniciado nos GTs é o início de algo que não tem fim. As iniciativas daqui serão levadas ao Fórum Mundial”, lembrou a diretora da State of the World Forum – Brasil, Emília Queiroga. Nesse clima de início, de começo de uma nova forma de conviver, o som de Alisson Menezes e Grupo Catrupia embalou a tarde. No fim, foi momento de refletir e pensar como fazer essa mudança.
Reconfigurar
“Nós temos que reconfigurar muita coisa. A nossa ‘colmeia’ deu sinal de fragilidade e todos os indicadores dizem que ela vai colapsar”, afirmou o diretor acadêmico da escola de planejamento Homo Sapiens, Eduardo Shana na palestra final da conferência. Segundo ele, diante dessa situação de fragilidade é preciso reconfigurar as ações e mudar o estilo de vida.
As pessoas podem pensar no que é possível fazer para mudar os modos de convivência. “Sair da inércia não é muito fácil, para nenhum um de nós. Falar da sustentabilidade do planeta, do Brasil, das empresas é muito fácil; Mas e a sua sustentabilidade? Eu sugiro que você volte pra casa e cuide da sua sustentabilidade”, provocou o palestrante. Para ele, a mudança começa com cada um, em ações baseadas no diagnóstico preciso das necessidades de cada região.
A conferência terminou, mas fica para todos o compromisso de que cada um pode e deve fazer a sua parte, promovendo a sua própria sustentabilidade. “Fica no fundo do coração de todos nós essa mensagem: de que cada um pode mudar e já sabemos como fazer”, finaliza Emília Queiroga.
Texto: Cássia Dias