Conquista 2020
Chegamos ao auge da crise do aquecimento global?

Sim, o aquecimento global atingiu um ponto de crise. É o que aponta cientistas do mundo inteiro através da publicação de pesquisas que comprovam mudanças climáticas drásticas provocadas, sobretudo, pela alta emissão de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. O cientista James Lovelock, que desenvolveu a Teoria de Gaia há mais de 30 anos – e que é cada vez mais aceita pela comunidade mundial –, por exemplo, afirma que os excessos da humanidade colocaram a natureza contra nós. Vozes referenciadas da comunidade científica do globo fazem coro às suas conclusões e afirmam que, se algo não for feito logo, o processo será irreversível.

Ainda que algumas questões defendidas por Lovelock pareçam fatalistas, diversos outros cientistas e líderes ambientais, posicionados na defesa do planeta, trabalham para conscientizar a humanidade quanto aos efeitos nocivos da emissão de CO2. Se a redução do envio de carbono à camada atmosférica não for determinada em até 80%, diversas reações serão sentidas por todos os territórios, desde a acidificação dos mares (o que provocaria a extinção de grande parte da vida marinha), o derretimento do gelo das calotas polares, a elevação dos oceanos e o aumento das secas, até a frequência e intensidade de eventos meteorológicos extremos e impactos à própria saúde humana. Todas elas caracterizam o fantasma de um aquecimento global insuportável aos homens.

Quais são as soluções?

O problema é que, mesmo com a proposição de tarefas feitas pelos governantes dos países do mundo em protocolos e conferências, as emissões de CO2 continuam aumentando (são milhões de toneladas por dia) e estimativas mais realistas sinalizam catástrofes resultantes já para 2030. Por isso mesmo, uma das bandeiras da State of The World é conscientizar nações, estados, empresas e cidadãos a implementar ações para tentar minimizar a emissão de gases poluentes na atmosfera e, por conseguinte, reduzir o aquecimento global. A campanha da ONG trabalha para convencer as sociedades a assumirem lideranças em torno do tema e construírem, coletivamente, um novo sistema de convivência, determinando como meta a redução das emissões de carbono na atmosfera em até 80% até o ano de 2020 e promovendo uma coalizão global para reduzir a dependência a combustíveis fósseis, optar por energias limpas e renováveis, limpar os sistemas naturais e criar novos estilos de vida. Ou seja, optar por meios economicamente mais viáveis para enfrentar os atuais desafios.

E não são poucas as empresas, organizações e grupos sociais que se conscientizam com a proteção ao meio ambiente e fazem uso de recursos ecologicamente corretos em suas dependências. Além de colaborarem com as questões iminentes, melhoram suas imagens no mercado, economizam capital, diminuem o consumo de energia, reduzem a poluição, a contaminação do espaço e o impacto ambiental. É, portanto, um negócio em que todos saem ganhando.

A lição começa de casa

Se, por um lado, as ações coletivas buscam a multiplicação do conceito e da prática da chamada “economia climática”, limitando as emissões de gases através de um código de regras mundial e debatendo os custos da adoção de fontes renováveis de energia, por outro, diversos grupos ambientais estimulam a mudança dos comportamentos individuais contra o aquecimento global, especialmente na urgente transformação dos hábitos dos contumazes consumidores. Desde a adoção de dicas que são possíveis de serem aplicadas dentro de casa, até a associação a organizações comunitárias, os exemplos são fartos e fáceis de execução. Assim, é perceptível o crescimento dos discursos e práticas efetivas de ações e negócios que envolvem a mudança climática, sobretudo no aumento do uso de fontes alternativas e tecnologias de controle da poluição atmosférica.

E se o Brasil tem sido apontado como protagonista mundial deste processo, preparado para uma mobilização nacional, Vitória da Conquista, por sua vez, se coloca à frente nesta agenda, antecipando o Fórum Mundial de Liderança Climática, que acontecerá em maio no município baiano Mata de São João, e sedia a conferência regional “Conquista 2020 – Prosperidade para uma Região Sustentável” nos dias 28 e 29 de abril, onde serão discutidos estratégias e planos de ação de como o sudoeste da Bahia pode se tornar exemplo de economia verde. Diversos e renomados cientistas, especialistas e lideranças estarão presentes no evento, que contará, inclusive, com o presidente da State of The World Forum, Jim Garrison e o chefe de gabinete do Ministério do Meio Ambiente, Dr. Ivo Bucaresky.

A conferência é organizada pela Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Serviço Social da Indústria (Sesi), Serviço Social do Comércio (Sesc) e TV Sudoeste. Tem como patrocinadores a Norsa Coca-Cola, a Faculdade de Tecnologia e Ciências (FTC), a Faculdade Independente do Nordeste (Fainor) e a Agência vOceve Multicomunicação. Para ver a programação completa, acesse aqui.

Texto: Marco Antonio J. Melo

postado às 14:36