As consequências das emissões de gases do efeito estufa (GEE) no meio ambiente são perceptíveis em diversas regiões do planeta. Mas, você sabe de que maneira o aquecimento prejudica o desenvolvimento econômico mundial?
Para responder tal questão, um exemplo próximo. Em 2005, a região amazônica foi afetada por uma seca severa que prejudicou a navegação, gerou graves problemas de abastecimento de água na região, matou peixes, provocou fome e isolamento de dezenas de moradores de localidades ribeirinhas.
O resultado na economia: redução do Produto Interno Bruto (PIB) – um dos principais indicadores econômicos, ao revelar o valor total da riqueza gerada no país -, principalmente, em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul. Nos dois últimos, a perda girou em torno de US$ 16 milhões.
Segundo estudos atuais, secas como esta serão mais frequentes, passando de uma a cada 20 anos para uma a cada dois anos ou menos. Com elas, haverá a redução da produção agrícola e da geração da eletricidade fornecida pelas hidrelétricas, causando a desaceleração da economia.
Outras pesquisas afirmam que a economia mundial até 2030 contará com a escassez do petróleo, restrições às emissões de GEE (os países terão que pagar para emiti-los) e grandes demandas por investimentos voltados para os efeitos das mudanças climáticas.
Diante de perspectivas como essas, é necessário adaptar a economia – em nível mundial e regional, já que diversos locais em todo o planeta estão sendo afetados também – aos fatores climáticos por meio da baixa emissão de carbono e pela redução no consumo de combustíveis fósseis, buscando o que se chama de economia climática.
E as ações em busca desse tipo de economia devem ser adotadas o quanto antes, principalmente pelos países mais pobres, que mesmo tendo uma responsabilidade menor nas emissões de GEE serão os mais atingidos. Além disso, eles são os que têm menos recursos para investir.
Mas os países ricos, apontados como os maiores responsáveis pela mudança climática, também devem empreender mudanças no sentido de promover a economia verde. Por exemplo, se a União Europeia conseguir gerar 20% de energia proveniente de fontes renováveis até 2020, mais de um milhão de empregos no setor industrial podem ser disponibilizados.
Texto: Monik Milany (DRT-BA 2850)